O Voo da Libélula | Resenha + Reflexão sobre livros mainstream

sexta-feira, 23 de outubro de 2015
O Voo da Libélula do Michel Bussi é aquele tipo de livro escrito com a intenção de virar filme. Mas, calma, isso não é necessariamente ruim. Neste caso, a coisa deu samba e  funcionou muito bem no papel, E, é claro, atingiu seu objetivo e vai ganhar a telona em breve!




A sinopse é bem intrigante: em uma época em que não havia exames de DNA, como lidar quando um desastre de avião acontece, uma bebê sobrevive mas havia duas crianças no voo e não há como identificar a sobrevivente? É claro que uma grande briga entre as famílias das duas bebês envolvidas no caso aconteceu e se desenrolou por anos. Para piorar, enquanto uma família era muito rica, a outra era muito pobre, o que só serviu para aumentar a discórdia.

O clima de romance policial se mantém durante toda a narrativa, e o leitor simplesmente não consegue largar o livro até chegar às últimas páginas, devido à narrativa eletrizante de Bussi que nada deixa a dever a um filme de ação.

Curti muito o desenvolvimento do livro, as personagens e a maneira como tudo se encaixa. Só achei o final meio forçado, mas não se pode ter tudo. De qualquer modo, foi um livro que me surpreendeu positivamente e indico bastante para quem também é fã dos romances policiais.

No vídeo abaixo eu explico melhor sobre a história e conto minhas impressões de leitura. ;)


O Voo da Libelula me fez pensar numa questão pertinente: será que livros comerciais necessariamente são ruina? Será que o termo "best-seller" é mesmo sinônimo para "livro de baixa qualidade"? E, sobretudo, que espécie de auditoria imaginária é essa que "atesta" a suposta qualidade de cada livro?

Este mês participei de um clube de leitura e os comentários de um certo participante me chocaram um pouco pois, em diversos momentos, o cidadão deixou bem claro que achava que um livro com fins lucrativos, pensado e escrito para fazer sucesso e vender bem, é necessariamente um livro inferior. 

Este pseudoargumento, para mim, não fez o menor sentido, porque acredito com força que dá para ser comercial e ser bom ao mesmo tempo, assim como dá para ser underground e ser uma porcaria. Nem tudo feito para render dinheiro é necessariamente ruim, e defender isso, além de soar preconceituoso, me parece meio ignorante, visto que generaliza os livros de uma maneira bastante simplista. 

Euzinha acho, de verdade, que existem livros, livros e mais livros no mundo, e seria no mínimo injusto classificá-los em quadradinhos tão limitados quanto "comercial", "alternativo", "mainstream" e afins. Já li bons best-sellers o suficiente na vida para ter certeza de que, sim, existe vida inteligente na prateleira dos mais vendidos.

Tudo isso para falar que O Voo da Libélula é, de fato, um livro feito para vender, para ganhar dinheiro, para virar roteiro de filme e brilhar na tela grande. Mas não, nada disso tira seu mérito. É um livro sensacional que tem tudo para dar ainda mais certo no cinema.

Mais bom senso e menos ideias pré-concebidas, minha gente! Afinal, como seres que leem e se informam, não podemos nos deixar levar por falsos juízos de valor. ;)

Essa discussão dá muito pano para manga, mas vou ficando por aqui. Mas queria ouvir seus dois centavos sobre o tema, Compartilhe comigo sua opinião!


bjs
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





A Lista, de Cecelia Ahern | Resenha

quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Para resenhar esse livro, primeiro teremos que falar da autora, normalmente temos nossos autores preferidos, que qualquer coisa escrita por eles, até lista de supermercado, leremos. Esse não é o caso de Cecelia Ahern, ela me leva do amor ao ódio em 2 tempos e com muitos altos e baixos no meio disso. O primeiro livro que li dela foi PS: Eu Te Amo e eu ODIEI, achei arrastado, a leitura não fluía de forma alguma, uns 2 anos depois li Love, Rosie (Simplesmente Acontece, tem resenha aqui no blog) e amei forte esse livro, então comecei a ler A Lista sem nenhuma expectativa, e esse livro foi um ponto positivo na balança de Cecelia.



A história gira em torno da vida de Kitty que, salvo algumas exceções, se aproxima muito da nossa realidade (jovem, por volta dos 30, tentando se tornar alguém!), que comete um erro grave, por inexperiência, ambição desmedida e outros fatores, mas esse erro acaba por arruinar a vida de uma terceira pessoa e também a vidinha feliz que ela levava. Em meio a isso tudo, Kitty sofre a dura perda de sua melhor amiga e aconselhadora e é aí que a LISTA entra na história.

O livro em si é muito bom, tem uma leitura suave e que te prende porque você quer descobrir essa Lista em sua totalidade, o motivo de ela existir e os “personagens” dela, e também o que vai acontecer com Kitty e  seus companheiros. Esse é outro ponto forte do livro: Cecelia construiu personagens consistentes que ajudam a tornar a protagonista mais humana e que tem histórias muito interessantes.

Duas coisas me cativaram muito nessa leitura, e que acabei trazendo pra minha vida. A primeira é a percepção de que cada pessoa a nossa volta fez/faz algo de especial em sua vida, mesmo aquela com trajetória mais simples que seja, teve um momento ou vários que são genuinamente especiais, que marcam as suas vidas e de outas pessoas, negativa ou positivamente.

A outra é sobre o perdão e como ele só pode ser liberado/recebido quando existe um amadurecimento verdadeiro, como aconteceu com Kitty que, antes de receber o perdão dos demais, precisava se perdoar.

Enfim, leiam despretensiosamente e divirtam-se muito!




Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





A Linguagem das Flores |Resenha

segunda-feira, 19 de outubro de 2015


Eu não sou a maior fã do mundo de livros de romance, tenho preguiça da vibe novelão de alguns, enfim. Mas, de vez em quando, surge um título desse gênero que me surpreende positivamente, como foi o caso de A Linguagem das Flores, da Vanessa Diffenbaugh

A premissa deste livro é por si só muito interessante: Victoria Jones é uma órfã cheia de traumas e um passado de rejeição e solidão. Tudo isso a quebrou por dentro e a tornou uma jovem arredia, autocentrada e avessa a relacionamentos interpessoais. Suas únicas amigas na vida são as flores, e é por isso que ela acabou aprendendo e desenvolvendo um jeitinho todo especial de se comunicar, em que cada flor representa um sentimento ou atitude específicos, que ela chama de linguagem das flores. E assim foi até sua emancipação, quando ela teve que deixar o orfanato onde passou a maior parte da vida e aprender a se virar sozinha.

Como sobreviver em um mundo onde você não se encaixa e ainda ter que lidar com fantasmas do passado? É a essas perguntas que Victoria precisa desesperadamente encontrar a resposta. A vida vai passando, ela arruma um "bico" de florista e é assim que acaba conhecendo um rapaz tão misterioso quanto ela e que, para sua surpresa, também utiliza a linguagem das flores para se comunicar. Este é o início de um relacionamento que vai mudar a vida de Victoria... o problema é que ela é cabeça-dura e agressiva demais para dar uma chance ao amor. Para saber o que acontece a seguir, não tem jeito, você vai precisar ler o livro. Se eu contar, acaba a graça. ;)

No vídeo abaixo eu compartilho um pouco das minhas impressões de leitura, falo sobre os pontos positivos e negativos do livro e dou uma pincelada mais aprofundada na história. Vale a pena assistir!



É bom demais quando um livro surpreende a gente, né? Eu amo "morder a língua" e acabar amando um livro que comecei a ler sem esperar grandes coisas. Recomendo demais A Linguagem das Flores, tanto para os fãs de romances quanto para as pessoas de coraçãozinho peludo, como eu, que não curtem histórias de amor mas amam histórias bem escritas!

Fica aí a dica de leitura. Quem já leu, conta para mim o que achou. :)
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Book Haul de Agosto Megaaa atrasado...

terça-feira, 22 de setembro de 2015
+ top 5 chás favoritos do momento!

(porque, sim, na minha cabeça combinar livros com chás faz bastante sentido)



Então que agosto teve poucas compras, porque eu já planejava comprar litros na bienal, o que, de fato, fiz. Tem post com a farra de compras da Bienal aqui e aqui. Enfim, para o vídeo não ficar chato, achei por bem mostrar, além dos livros adquiridos no mês, os chás que estou amando nos últimos tempos. 

Ficou bem aleatório, mas acabei curtindo o formato e acho que continuarei com estas indicações de coisas randômicas em meus vídeos sobre livros, que essa coisa de ser monotemática meio que me cansa. 

Enfim. Falo demais. Quer ver as compras do mês de agosto e, de quebra, adicionar 5 chazinhos à sua lista de supermercado? Então é só dar o play abaixo!





Esqueci de contar que, quando não consigo encontrar os chás Celestial em loja física, compro na Loja Sensis, e gosto porque chega super rápido. Lá tem Twinings também, para quem não encontra a marca com facilidade. 



Tem algum chazinho delícia para me indicar? Um livro bom que andou lendo? Então conta tu-do nos comentários!

Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





O Pequeno Príncipe: Filme x Livro

segunda-feira, 21 de setembro de 2015


Ano passado eu declarei todo o meu amor por O Pequeno Príncipe após uma releitura e falei um pouquinho sobre os motivos que fazem do livro de Saint-Exupéry um dos favoritos da minha vida. Tem post e vídeo sobre O Pequeno Príncipe aqui no blog. 

Agora, que temos mais uma adaptação cinematográfica particularmente bem feita, me empolguei e resolvi comentar o que achei do desenho animado baseado na obra, explicando por que não considero ruim a adaptação não ser assim tãão fiel ao livro. Gravei mais uma daqueles vídeos de Livro x Filme de que tanto gosto, e acho que ficou bem legal. 

Quer saber por que você deve parar tudo o que está fazendo agora e ir assistir ao filme, caso seja fã do Pequeno Príncipe e ainda não tenha assistido? Então dê o play abaixo!


E você, também é fã do principezinho? Curtiu a nova adaptação? Conta para mim nos comentários!


Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Bienal 2015 2º Fim de Semana - Mais Compras

segunda-feira, 14 de setembro de 2015


Tinha comentado aqui que não pretendia voltar à Bienal do Livro pois já havia ido três dias seguidos e comprado tudo o que queria no primeiro fim de semana, mas acabei voltando ao Riocentro no sábado seguinte, porque deu saudade, e porque quis buscar um box que me arrependi de não ter comprado antes. 

E quer saber? Foi a melhor decisão que tomei, porque as compras feitas no 2º fim de semana provavelmente foram as melhores aquisições da Bienal



Dei sorte de chegar cedo e conseguir ver tudo com calma, coisa que não tinha conseguido nos outros dias. Voltei ao stand da Intrínseca para ver se tinham mais promoções imperdíveis, e fiquei bem feliz de ver que haviam reposto os exemplares de Tempo é Dinheiro, da Lionel Shriver, que havia esgotado no primeiro fim de semana em que visitei o stand. Também adquiri Sal da Leticia Wierzchowski, livro do qual sempre ouvi falar muito bem. 

Mas a melhor compra no stand da Intrínseca sem dúvida foi um livrinho de 80 páginas, mas que eu queria ler há muuuito tempo: Erros Fantásticos - O discurso Faça Boa Arte do Neil Gaiman! Trata-se da transcrição de um discurso super inspirador do Neil Gaiman e fiquei muito feliz de encontrá-lo em promoção. 

Sabe qual foi a melhor parte? To-dos os livros que comprei na Intrínseca estavam por cinco reaizinhos cada, dá para acreditar? Com apenas 15 reais eu trouxe para casa três livros lindos e acho que fiz um ótimo negócio! 

Mas a melhor compra do dia com certeza foi o box amorzinho toda vida do Carpeaux, que arrematei por 90 reais no stand da Leya. Este box é exclusivo da Livraria Cultura e custa R$160, de modo que acabei adquirindo o meu por praticamente a metade do preço de capa. Valeu super a pena, porque cada livro saiu por apenas nove reais. Eu nunca estudei teoria literária e tenho essa vontade há tempos, achei que o box seria um bom investimento para eu falar de literatura com mais propriedade. :)



Como sempre, gravei vídeo mostrando o Book Haul do segundo fim de semana de Bienal. Quer ver tudo de pertinho? Então dá o play! 


Já leu algum desses? Tem algum no mesmo estilo para me indicar? Então já sabe, compartilha tudo comigo nos comentários! ;) 
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Mega Book Haul da Bienal RJ 2015

sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Que eu sou a louca da Bienal não há dúvidas, já falei sobre isso aqui no blog. Apesar de os preços quase nunca serem tão convidativos, eu sempre garimpo e consigo encontrar ofertas legais, e não é raro eu comprar horrores nos meus stands favoritos, tanto que ainda tenho livros não lidos das bienais de 2011 e 2013 #shameonme. Em 2015 não foi diferente e estive no Riocentro para meu recorde de bienal: fui em 3 dias seguidos, e foi muito legal!



No sábado rolou encontro de Booktubers e amor define, pude conhecer pessoalmente gente incrível que eu já acompanhava há séculos e também ser apresentada a pessoas bacanas que também amam os livros e que eu ainda não acompanhava. Também aproveitei a ocasião para autografar o meu exemplar de O Vilarejo e agora sou a feliz possuidora de todos os livros do Raphael Montes autografados. 

Mas chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa: o Book Haul gigante da Bienal! Comprei mais do que deveria e esperava comprar, mas tudo bem, foram ofertas boas. Você vai notar que há uma predominância de romances policiais nas minhas compras. Não dá para negar que meu coração bate mais forte por este gênero, que acho ótimo para curar ressacas literárias, inclusive.

Quer saber como foi o primeiro fim de semana de Bienal do Livro e ver minhas comprinhas? Então dá o play abaixo! 


E você, foi ou vai à bienal? O que tem na sua wishlist literária? Conta para mim que vou adorar saber! 
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





|Resenha| O Vilarejo - Raphael Montes

quarta-feira, 2 de setembro de 2015


Eu sou dessas que, quando ama muito um autor, fura a fila de livros na cara de pau sempre que ele lança uma obra nova. É o caso do Raphael Montes! Assim que vi O Vilarejo dando sopa na livraria, tive que comprar e ler bem rapidinho. E fico feliz em dizer que, no meu humilde julgamento, este pequeno livrinho é o melhor trabalho dele. 

O Vilarejo tem uma apresentação interessante. Não se trata de um romance, mas de uma coletânea de sete contos que se passam no mesmo universo - no caso, no vilarejo-título - e que estão interligados, tendo personagens em comum que influem ativamente nos acontecimentos das outras histórias. São sete contos, sobre sete personagens, que se relacionam com os sete pecados capitais, e que, por sua vez, trazem como títulos sete nomes possíveis para o diabo. Tá bom de sete, né? 

O Vilarejo em questão ficava localizado em algum ponto longínquo da Europa e já está extinto. Foi palco de acontecimentos misteriosos e medonhos, que são contados de maneira não-linear ao longo dos contos. Neste lugar com ares de amaldiçoado, ninguém é bonzinho, ninguém é santo, todos os habitantes, mesmo aqueles que parecem irrepreensíveis, trazem em si uma sementinha maligna que, devido à influência de outras pessoas e do ambiente, acaba por germinar e dar origem a atos terríveis. 

No fundo, este é o ponto central do livro: o fato de que, de perto, ninguém presta. Todos os personagens trazem o mal dentro de si de alguma maneira. E, no fim das contas, não é assim também no mundo real? Esta premissa me lembrou muito o filme Dogville de Lars Von Trier, que também brinca com a ideia de pessoas que aparentemente têm bom coração mas que, quando surge a oportunidade, revelam a maldade que há nelas. 

Resumindo: o livro é bom, mas muito bom mesmo! Tem a dose certa de mistério, de horror e de suspense, sabe quando entregar um pouco mais da história e quando é a hora de deixar o leitor curioso, é inteligente e bem escrito, além de ter um projeto gráfico maravilhoso, ilustrações lindas e que casam superbem com os contos e edição impecável. 

Eu já tinha gostado muito de Suicidas e de Dias Perfeitos, mas sempre tive a impressão de que Montes prometia mais do que estes livros entregavam. Suicidas, por ter sido o primeiro, carecia de maturidade em determinadas passagens, enquanto Dias Perfeitos me perdeu no desfecho, que julguei completamente inverossímil. Mas, com O Vilarejo, o autor chegou ao seu ápice, unindo os elementos que os dois primeiros livros tinham de melhor. 

Se em Suicidas e Dias Perfeitos o leitor sentiu asco, raiva e algum nervoso, em O Vilarejo sente-se, sim, medo. Mais do que os primeiros livros, este é mais focado no terror, com alguns elementos do gótico pincelados aqui e acolá, trazendo elementos chocantes logo no primeiro conto. Sobre a comparação com Stephen King na capa: vamos devagar. Não dá para comparar, ainda, a tensão que o leitor sente lendo O Vilarejo daquela experimentada lendo um clássico de King. Mas, afinal de contas, Montes tem toda uma carreira pela frente e com certeza tem potencial para ser um novo mestre do suspense e do terror. 

No vídeo abaixo eu mostro um pouquinho da edição incrível do livro e falo sobre minha impressão de leituras. Dá o play que vale a pena!


E você, já leu ou tem curiosidade de ler algum livro do Raphael Montes? Conta para mim nos comentários! Aproveite e se inscreva no meu canal no youtube, me siga no instagram e me acompanhe no snapchat: fabiolapaschoal. ;)


Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Sobre tirar longas férias

segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Quase dois meses sem postar aqui, e a verdade é que os motivos são muitos. Sim, eu estou sem tempo, sem saco, sem assunto e me sentindo pouco inspirada para escrever. Mas decidi que a inspiração só aparece com treino, então, vamos ao trabalho!



Quem me acompanha nas outras redes sociais, como o insta (fabiola_paschoal) ou o snapchat (meu novo vício! Segue lá: fabiolapaschoal) sabe que grande parte do meu sumiço da internet nos últimos tempos foi devido às cirurgias que fiz em julho.

Saca a Saga da Balança? Então, a obesidade traz algumas consequências chatas para o corpo, como o excesso de pele. Desde que comecei a emagrecer eu sofri com a flacidez no abdômen e seios (e braços, em menor escala), mas nos últimos anos eu comecei a me incomodar demais com isso, a ponto de nem sequer trocar de roupa na academia. Como não sou dessas que gosta de viver sofrendo, corri atrás e, após três anos de muito planejamento e economia, consegui fazer as minhas sonhadas plásticas reparadoras, especificamente abdominoplastia, mamoplastia e lipos para deixar todo o conjunto mais harmônico. \o/

Enfim, o pós-operatório é bem chato, e depois de uma cirurgia a pessoa passa algum tempo se sentindo meio monstrenga, e eu acabei não tendo ânimo para escrever por aqui, muito menos para gravar vídeos. Felizmente, estou me recuperando super bem, então achei que já era hora de voltar para o blog. 

Logo mais tem bienal, tem muitos vídeos a serem gravados, tem muitos livros a serem comentados, e é isso: quero muito voltar a levar este blog a sério e me dedicar ao invés de fazer nas coxas, como estava sendo nos últimos tempos.

Ah, e a quem interessar possa: sim, eu vou falar mais sobre minhas cirurgias, mostrar o antes/depois, mostrar as cicatrizes e tudo o mais. E, sim, vai ser off-topic, mas o blog é meu e eu falo do que eu quiser mas eu acho que dá para ser culta e vaidosa ao mesmo tempo, né?

Enfim. Estou de volta para casa. Pode esperar que as coisas logo vão voltar ao normal.




Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Vivian contra o Apocalipse

quarta-feira, 24 de junho de 2015
Um livro que une forte crítica social e religiosa, traz uma road trip bem diferente de todas as outras e, principalmente, tem uma heroína que foge dos padrões e é cheia de atitude? Tô dentro! Li Vivian contra o Apocalipse, da Katie Coyle, publicado aqui pela Agir Now e gostei muito!




A premissa do livro é super legal! Vamos imaginar um mundo em que os fanáticos religiosos fossem maioria e toda a população os levasse a sério, chegando a acreditar que o mundo estava à beira do apocalipse e que a única maneira de escapar é ser arrebatado antes do fim do mundo e ganhar a salvação eterna. É esta situação de Vivian contra o Apocalipse

No meio disso tudo, existem os descrentes, pessoas que não seguem esta religião e nem acreditam que o mundo vai acabar. Vivian Apple é uma delas. Porém, quando seus próprios pais simplesmente desaparecem no dia do apocalipse, tudo muda de figura. Após um breve momento de hesitação, Vivian decide que é hora de deixar de ser a moça certinha que sempre fora e se tornar implacável, indo atrás de respostas ára seus questionamentos em uma road trip cheia de aventuras com dois amigos, Harp e Peter. 

 é aí, senhores, que o livro vai ficar interessante de verdade, porque vai colocar o dedo na ferida e provocar questionamentos interessantes no leitor. O livro traz críticas ao fanatismo religioso, à discriminação de minorias por parte de alguns membros de certas igrejas, e também ao capitalismo. Tudo isso de uma maneira bem natural e coerente, sem parecer didático demais. Achei incrível ver estes temas abordados em um YA, pois não é algo que eu esteja acostumada a ler. 

Vi muita gente reclamando sobre as duras críticas religiosas feitas no livro de Katie Coyle, mas, sinceramente, não acho que isso tenha fundamento algum! Na verdade, a proposta de Vivian contra o Apocalipse nem é falar mal da igreja ou ridicularizar nenhuma religião em si, mas sim promover o questionamento sobre o que está por trás de determinados líderes religiosos e mostrar que tudo bem se você não quiser crer em nada, não será isso que te levará à infelicidade eterna. 

Eu me empolguei tanto com o livro que gravei um vídeo de 14 minutos contando todas as minhas impressões de leitura! Assista, porque ficou muito legal! 



Quem se interessou pela sinopse, uma dica que dou é ler também Os Três da Sarah Lotz, que trata sobre fanatismo religioso e como ele pode influenciar as pessoas para o mal. Tem resenha aqui no blog e vale o clique. 

Vale lembrar que Vivian Apple é uma série e o final de Vivian contra o Apocalipse dá margem para muuuuitas possibilidades, de modo que mal posso esperar para ler o segundo livro! Quem vem comigo? ;)

Se você já leu o livro conta para mim o que você achou, Se não leu, fica aí a dica porque vale super a pena! 
Fabiola Paschoal
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Oh oh oh, Life is good

sexta-feira, 19 de junho de 2015
(Para ler ao som de Fairy Tale, do Shaman)


Desde o fim do ano passado andava estranha, com uma melancolia que não tinha razão de ser, uma angústia escondida em algum lugar tão profundo que eu não conseguia expulsar de jeito nenhum. Dormia e acordava ansiosa, tensa, esperando por alguma notícia ruim, que nem eu mesma saberia dizer qual era. 

E aí que no fim de semana seguinte a uma semana particularmente difícil, com estresse demais e horas de sono de menos, tive uma epifania das mais inesperadas. Andava nas ruas do Humaitá meio sem rumo, meio sem hora para voltar. Um solzinho tímido e a gostosa sensação de não conhecer muito bem aquelas ruas embalavam minha manhã. Eu não sabia dizer o porquê, mas, subitamente, me dei conta de que estava feliz, por nada. E por mais bizarro que isso pareça, não reconheci a sensação de primeira.  Ela me causou estranheza, provavelmente devido à longa ausência deste sentimento em mim. 


Naquele dia especificamente, tudo pareceu um pouco mais bonito aos meus olhos. Era tudo igual e, ao mesmo tempo, tinha mudado. As cores da cidade estavam mais vivas, e as coisas que normalmente me irritam se tornaram indiferentes. 

Normalmente meus sábados são cheios de compromissos, com hora marcada para tudo e mil pepinos para resolver. Não consigo relaxar, porque fico com peso na consciência de não usar meu único dia livre para colocar todas as pendências em dia. Naquele, foi diferente. Me permiti desacelerar, esvaziar a mente, e simplesmente aproveitar o momento.

Naquele sábado especial, fiz várias coisinhas fora do cronograma, e acabei tendo pequenas surpresas. Fui a uma loja de produtos naturais que ainda não conhecia, e senti vontade de só comer coisas saudáveis para sempre.  Encontrei uma feira orgânica por coincidência e consegui comprar alimentos vivos, para fazer suco verde, para esverdear meus pratinhos da semana, para ter certeza de que não vou ingerir nenhum veneno.

E, quer saber? Foi muito bom ter de novo a sensação de viver despretensiosamente, preguiçosamente, sem a tensão que pairava sobre mim todo santo dia, o dia inteiro, nos últimos oito meses. 

Não vai durar para sempre, como nada no mundo, mas, naquele momento, tive a certeza de que viver vale a pena e que ainda tem tanta coisa a ser feita. Mas não tem pressa. Apesar de tudo, ainda sou tão jovem...


Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Simplesmente Acontece

quarta-feira, 17 de junho de 2015
Simplesmente Acontece saiu por aqui em 2014, e tem até adaptação para o cinema. Perfeito para quem gostou de Um Dia, o romance de Cecelia Ahern é tema da resenha de hoje, de uma colunista convidada que veio fazer participação especial aqui, a Miliane, que trabalha comigo, adora ler e topou dar a opinião dela sobre o livro aqui no blog.  :)



Sabe aqueles amores possíveis e que se tornam impossíveis? Pois é, o livro retrata exatamente isso. A história gira em torno de Alex e Rosie, amigos desde sempre e para sempre, simples e fácil... 

Mas aí entra em cena uma coisa chamada destino ou a bendita da regra: toda ação gera uma reação!

A narrativa do livro é em diálogos, então não esperem uma descrição detalhada dos personagens e das situações, por esse motivo a leitura e por esse motivo também não temos uma leitura mais profunda dos personagens, o que é uma pena, pois gosto de um drama.

A amizade dos dois é linda de ser ver ou ler, desde pequenos eles trocam de uma cumplicidade incrível, seja falando mal da professora ou contando sobre suas primeiras experiências da vida adulta e é ai que a coisa desanda.

Sem contar muito spoiler, mas já contando, Alex sai da cidade em seu último ano de escola, mas com a promissora passagem para umas das melhores Universidades de Medicina dos EUA. Nesses casos, amigos normais, se despendem com promessas de cartas e retornos, mas eles não eram amigos normais, ela se inscreve em uma Universidade de Boston e ai o livro vai de melodrama adolescente para uma narrativa interessante.

Eles se desencontram, o tempo todo... Começando no Baile de formatura e passando por anos e anos a fio, dá um pouco de pena, pois no fundo, queremos o final feliz! Mas esses desajustes tornam a coisa mais real, menos frívola.

Somando-se tudo isso, temos um livro bom. Livro adolescente, mas bom, e que se torna interessante quando começamos a ver conflitos da vida real.



Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Favoritos e Aleatoriedades de Maio

terça-feira, 16 de junho de 2015


Atrasei horrores os favoritos de maio, mas ainda tá valendo, né? Desta vez tenho seriados superlegais, filme, peça de teatro, aplicativo, música, livros e comidinhas que são uma mão na roda para não sabotar a dieta. 

Quer saber o que andou me conquistando em maio? Então vem comigo!



Links das séries e do filme no Netflix citados no vídeo:



Se você quer minha opinião aprofundada sobre Planeta dos Macacos e Vivian contra o Apocalipse... aguarde porque sai resenha em breve. ;)

Para acompanhar minhas descobertas e minhas aleatoriedades em tempo real, não se esqueça de me seguir no insta e me adicionar no Snapchat: fabiolapaschoal. Nos vemos no próximo mês com mais favoritos e aleatoriedades legais. :) 

Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Romances sem clichês para o dia dos namorados ♥

sexta-feira, 12 de junho de 2015


Dia dos Namorados não precisa necessariamente ser uma data melosa, piegas, cheia de açúcar e clichês. Bom, pelo menos, não quando se trata de literatura. Como uma breve homenagem à data, elegi alguns livros muito legais, que trazem romances fofos-sem-ser-bregas e fogem dos clichês comuns a grande parte dos romances românticos.

Quer saber quais livros escolhi sobre o tema? Então é só assistir ao vídeo ;)


E você, tem algum livro de romance sem clichê para me indicar? Então conta para mim nos comentários! 



Ah... e Feliz Dia dos Namorados, antes que eu me esqueça! ♥

Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





2 Filmes: Trocando os Pés e A Incrível História de Adaline

quarta-feira, 10 de junho de 2015
Recentemente assisti a dois filmes em cartaz nos cinemas: Trocando os Pés e A Incrível História de Adaline. Apesar de terem propostas diferentes, têm em comum o fato de mesclarem elementos mágicos com a vida real. Então, decidi falar um pouquinho sobre eles, assim quem sabe dou uma luz para quem está em dúvida quanto ao que assistir no cinema, né?



Trocando os Pés é um filme do Adam Sandler que não parece um filme do Adam Sandler. Confuso? Eu explico. Apesar de ter alguns clichês comuns aos filmes deste gênero, não traz o humor pastelão, as piadinhas escatológicas, as caretas e os trejeitos de outros filmes estrelados pelo autor.

O longa conta a história de um sapateiro meio frustrado que, certo dia, descobre a capacidade de se transformar em qualquer pessoa ao usar os seus sapatos, tudo isso graças aos poderes mágicos de sua velha máquina de costurar solados. Com esta habilidade, ele vai finalmente sentir o gostinho de viver outras vidas e passar por emoções que ele nunca sonharia. Me lembrou vagamente Click, porém menos piegas, apesar do final previsível.

Tem aquela coisa de autodescoberta e redenção comum aos filmes adamsandlizísticos mas, desta vez, não achei que isto foi conduzido de uma maneira irritante.



A Incrível História de Adaline tem uma das premissas mais legais dos últimos tempos, e conta a história de Adaline Bowman, uma mulher que, aos vinte e poucos anos, simplesmente parou de envelhecer e mantém a mesma aparência e juventude há mais de um século. Isso pode parecer um sonho à primeira vista, mas pode ser bem complicado ver todos à sua volta morrerem e jamais poder amar ninguém de verdade. Parece promissor, né? Infelizmente, porém, o roteiro não funcionou para mim.

Muitas coisas incomodaram neste filme. Pra começar, o par romântico de Adaline, Ellis, me lembrou muito uma versão menos pervertida de Christian Gray: o cara é rico, insistente, acha que mulheres devem ser "conquistadas", não aceita "não" como resposta e tem a mania irritante de stalkear o alvo de sua cobiça. Houve uma cena, pasme, que o personagem ameaça não fazer uma valiosa doação para a biblioteca onde Adaline trabalhava caso ela não aceitasse sair com ele. Te lembrou alguém? Pois é.

Além disso, me incomodou como o que poderia ser um filme ótimo, super profundo e com altas reflexões sobre a vida e sobre o amor acabou se transformando em um romance bem comum. Pegue uma ideia interessante, adicione um saco de clichês e arremate com um final mais do que previsível e você terá uma boa ideia do filme. Saí irritada do cinema, juro.

Não é que tudo em Adaline... tenha sido péssimo. Como eu disse, achei a premissa muito criativa, a personagem da Adaline é mega inteligente e divertida, apesar dos traumas sofridos ao longo de uma vida de mais de cem anos, e eu gostei muito de como o filme é narrado como se fosse uma fábula, com uma voz em terceira pessoa nos contando a história depois que ela já havia acontecido, no melhor  estilo "era uma vez". Mas, em geral, o filme trouxe mais pontos negativos do que positivos

Sinceramente, dentre estes dois, eu achei Trocando os Pés um filme bem mais honesto, porque, se não surpreende, também não decepciona: você sabe que não é para esperar muito dele, e o filme cumpre seu papel de entretenimento. Sim, o final é clichêzão e eu adivinhei o que iria acontecer muito tempo antes das últimas cenas, mas pelo menos foi uma boa distração. Já A Incrível História de Adaline me desapontou absurdamente, porque eu tinha expectativas elevadas que acabaram não sendo alcançadas.

Achei este filme, honestamente, o desperdício de uma boa ideia, que poderia gerar uma história incrível se fosse bem executada. Infelizmente, preferiram apostar no caminho mais fácil e transformar o filme em uma comedinha romântica bem boba, com o agravante de trazer um "mocinho" muito do duvidoso. Não valeu o custo do ingresso e eu acho que teria sido mais feliz se tivesse assistido piratamente mesmo. 

Espero que os próximos filmes sejam mais surpreendentes! Você tem algum para me indicar? 
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





A Polêmica do Comercial do O Boticário + Pitadas de Literatura Gay

segunda-feira, 8 de junho de 2015


A polêmica da semana passada foi mesmo o comercial de dia dos namorados de O Boticário, que mostrava alguns casais celebrando a data, incluindo casais homossexuais. O mais irônico é que o comercial é super sutil, nada apelativo e sequer tem cenas que pudessem ser consideradas "explícitas" ou "ofensivas" pelos homofóbicos de plantão. No entanto, a peça foi alvo de comentários raivosos internet afora, rolou campanha para angariar dislikes ao vídeo no youtube, e teve até pastor propondo boicote à marca, é mole?

Agora você assista ao comercial abaixo e fala para mim se tem alguma coisa minimamente ofensiva nestes 30 segundos. Não, né? 



Enfim, acho muito absurdo a gente ter que conviver com este tipo de pensamento retrógrado em pleno 2015. Sério que as pessoas não têm mais nada a se preocupar em suas próprias vidas para ter tempo de se preocupar com o que as outras pessoas fazem entre quatro paredes? Vamos parando de fiscalizar o cu sexo alheio, minha gente! Vamos ser felizes e deixar todo mundo ser feliz da maneira que lhes convir?

Sério, homofobia e preconceito contra minorias, em geral, é algo que eu não consigo engolir. Já entrei em muita discussão com preconceituoso babaca, e parece que na internet esse tipinho encontra seu refúgio, pois o anonimato e a sensação de impunidade permitem que seja feito todo tipo de comentário que fira os direitos humanos e discrimine as pessoas pelos motivos mais banais. :/

Na minha cabeça, o direito de expressão termina quando esbarra nos direitos humanos, quando o simples fato de se "falar o que pensa" traz consequências desastrosas para outras pessoas. Tá achando que é exagero? Então pense nas pessoas que são linchadas, mortas ou cometem suicídio por conta da homofobia, e verá que eu não estou exagerando nem um pouco. Por isso, qualquer fanático religioso que promova a discriminação de minorias em nome de sua fé cega, para mim, está cometendo um crime. 

Como na minha vida todo protesto é em forma de literatura, fiz um vídeo falando sobre o assunto e, de quebra, indicando alguns livros com temática homossexual. Ficou bem bacana o resultado, e você pode assistir abaixo. :)



Tem mais algum livro sobre o tema para me indicar? Conta para mim nos comentários que eu vou adorar saber! E se ainda não é inscrito no meu canal, corre lá e se inscreve. ;) 

Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Dando uma chance a biografias: Só as mães são felizes

quarta-feira, 3 de junho de 2015
Quem me acompanha aqui e no youtube com certeza já percebeu que meu gosto para livros é bastante eclético. Leio quase tudo, mas um dos poucos gêneros de que, definitivamente, eu não gosto, é a biografia. Não tenho o menor interesse em saber da vida alheia e prefiro gastar meu tempo lendo sobre outros assuntos, mas abro exceção quando a biografia é de alguém que eu realmente admire muito. Uma dessas exceções é a história de Cazuza, contada por sua mãe Lucinha Araújo, em Só as Mães são Felizes.



Minha mãe era fanática por biografias, e essa eu roubei dela na época em que saiu o filme O Tempo não Pára (inspirado em Só as Mães são Felizes) porque fiquei fascinada pelo estilo #vidaloka do Cazuza. E me surpreendi positivamente com o livro. Tem a dose certa de drama necessária para contar a história de uma pessoa que morreu precocemente, mas também têm os momentos divertidos que tornam a leitura bem mais leve do que seria se a autora só ficasse se lamentando pela perda do filho.



A narrativa me agradou porque, em seu depoimento, Lucinha Araújo não faz mimimi desnecessário, conta a história de Cazuza sem passar a mão na cabeça mas, ao mesmo tempo, dá a entender que se orgulha do filho por ter vivido intensamente, seguindo a máxima de que é melhor viver dez anos a mil do que mil anos a dez. O relacionamento do artista com sua mãe também é abordado durante a narrativa. Me emocionei muito lendo este livro, não só pela trajetória de Cazuza, mas também porque o li aos 16 anos, época em que a mente costuma estar cheia de dúvidas existenciais.

Recomendo a todos que gostam de biografias, admiram a arte de Cazuza ou simplesmente queiram algo emocionante para ler. E você, já leu este livro? Curte biografia? Conta para mim nos comentários!
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Book Haul de Maio \o/

segunda-feira, 1 de junho de 2015
E aí que em maio eu fiz várias troquinhas no Skoob, e também aproveitei umas promoções de livros aqui e acolá para adquirir títulos que estavam na wishlist. Também aproveitei para renovar minha coleção de quadrinhos e mangás que, aliás, está crescendo horrores! Daqui a pouco vou precisar fazer um vídeo de comprinhas só para HQs. \o/



Enfim, o Book Haul de maio está bem variado e tem muita dica bacana. Se você se interessa em ver livros novos e ouvir muita tagarelice sobre eles, é só dar o play e assistir: 


Se você tiver alguma sugestão sobre o qual ler primeiro, deixa para mim nos comentários que farei o meu melhor para priorizar a leitura. E se já leu algum desses, me conta o que achou. ;)

Lembrando que já tem resenha de Dirk Gently no ar, e já, já eu libero a de Planeta dos Macacos. 

E você, o que andou lendo/comprando nos últimos tempos? 
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





O que eu ando lendo

sexta-feira, 29 de maio de 2015
Eu sou dessas pessoas meio loucas que não consegue sossegar e ler só um livro ao mesmo tempo, exceto em casos específicos, como aqueles livros policiais que eu só fecho quando sei o final. Me entedio facilmente e gosto de ficar variando as leituras da vez para não enjoar.

E aí que eu sempre tenho um milhão de livros começados, que sabe-se Deus quando vou terminar. No momento, as leituras em andamento são essas:



O Frenesi Polissilábico do Nick Hornby é um livro tão gostosinho de ler que eu estou economizando. Estou lendo este livro desde o início do ano e não termino porque leio em doses homeopáticas, quando quero algo relaxante, despretensioso e que envolva, é claro, meu assunto favorito: os livros. 

Vivian Contra o Apocalipse da Katie Coyle é um YA surpreendente! Foge dos clichês comuns a romances deste gênero e, além de ter uma mocinha fodástica, ainda faz uma dura crítica ao fanatismo religioso e ao conservadorismo. Não sei se fui só eu, mas notei certas semelhanças deste livro com Os Três, mais alguém? 

Nova Gramática Finlandesa do Diego Marani estava indo muito bem, mas a história começou a ficar em um ritmo meio lento e a leitura empacou. Mas a sinopse é interessante e eu estava curtindo muito o livro, pretendo retomar em breve, quando estiver menos ansiosa e impaciente. 

Estou lendo também dois mangás nas horas vagas: Thermae Romae III e Sailor Moon 6! Não sei porque, mas eu sempre levo vidas para terminar um mangá. Acho que o fato de ler "ao contrário" me cansa, sei que mesmo gostando das séries eu nunca consigo ler rápido. Mas o que importa é que estes mangás são fantásticos! 

E estas são as minhas leituras em andamento, fora aqueles livros que eu comecei há anos e ainda não terminei (Oi, Morte de Tinta). Quem também tem mania de ler vários livros ao mesmo tempo levanta a mão! o/ 
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Lendo Gabo: Memória de Minhas Putas Tristes

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Apesar de eu não gostar de Cem Anos de Solidão (Desculpa, sociedade) eu gosto muito² de outro livro do Gabriel Garcia Márquez, que inclusive li mais tarde e apreciei demais a leitura. Estou falando de Memória de Minhas Putas Tristes. Apesar do nome sugestivo, o livro trata, basicamente, do amor. Porém, este tema é abordado com uma sutileza impressionante. A narrativa é muito bonita, digna de Garcia Márquez, e eu confesso que precisei engolir uma ou outra lagrimazinha que teimava em dar as caras durante a leitura. Espero realmente que o filme tenha conseguido captar a essência deste livro.
Memória de minhas putas tristes conta a história de um homem idoso que sempre se orgulhara de só ter ido para a cama com prostitutas ao longo da vida e, portanto, nunca havia se apaixonado. Ao completar noventa anos, ele resolve se dar de presente uma noite de amor com uma bela virgem. Assim, acaba indo parar em um prostíbulo, onde uma jovem de 14 anos, virgem e encantadora, o esperava adormecida. Porém, ele se encanta de tal forma pela moça que decide não a violar, e o que seria apenas uma noite de sexo ardente ou não, visto que ele tinha noventa anos ( haja Viagra!) vira o princípio de um amor puro e sincero. A história narrada passa então a ser a do velho, que, enquanto a jovem dorme, conversa com ela e repensa sobre sua vida.

“O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança.” 

Curiosamente, nunca chega a haver sexo entre os dois. O amor que o velho sente pela moça é puramente platônico, nunca chega a se concretizar, visto que ela está sempre dormindo quando eles se encontram. E eu sei que este fato pode fazer com que muitas pessoas se decepcionem com o livro, porém, acredite, é isso que torna a história tão única e especial. A narrativa do velho é muito emocionante, e recheada de passagens marcantes.
Enfim, o livro é pequenininho (132 páginas), fácil de ler e muito, mas muito bom! Recomendadíssimo para quem gosta de histórias de amor “fora da caixinha”. Sei que existe uma adaptação para o cinema, mas ainda não a assisti. Está na listinha!
Você já leu esse livro? Conta para mim nos comentários o que achou!
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





5 músicas pop para dar um up na auto-estima

terça-feira, 26 de maio de 2015


Eu tenho síndrome de Rob Fleming e sempre que possível faço listas mentais sobre tudo! Algumas destas listas envolvem música e viram playlists mais cedo ou mais tarde. Desta vez, decidi listar as minhas 5 músicas pop preferidas quando o assunto é fortalecer a auto-estima.

Fucking Perfect – Pink



Essa é uma das músicas mais legais da Pink! A letra é super inspiradora e me ajudou muito durante uma fase obscura em que eu estava me sentindo um lixo. Fucking Perfect precisa ser ouvida por qualquer pessoa que tenha dúvidas sobre o seu valor no mundo.

"Don't you ever ever feel like you're less than fucking perfect". 

Try – Colbie Caillat


A letra de Try é muito bonita e nos leva a uma reflexão importante: será que a gente se arruma para agradar aos outros, ou a nós mesmas? Fala sobre como não precisamos nos esforçar tanto para sermos perfeitas, porque já somos incríveis do jeito que somos. Cute!

"Take your makeup off, let your hair down, take a breath, look into the mirror at yourself
Don't you like you? 'Cause I like you..."

Shake it Off - Taylor Swift


Taylor Swift nos fala para não dar bola para os haters e viver a vida da maneira como acharmos melhor. Quão legal isso pode ser? Fora que Shake it Off é super animada, adoro quando toca na academia porque dá aquele gás. <3

"Cause the players gonna play, play, play. And the haters gonna hate, hate, hate. But I'm just gonna shake, shake, shake shake it off"

Firework - Katy Perry


Quem nunca se sentiu como um saco de plástico? Quem nunca se olhou no espelho e se achou um lixo? Katy Perry vem quebrando tudo e nos dizendo para brilhar como fogos de artifício. Impossível não se empolgar com essa música, minha gente!

"Cause there's a spark in you, you just gotta ignite the light and let it shine"

Beautiful - Christina Aguilera





Por fim, mais um hino dos meus 15 anos, que continua fazendo todo sentido hoje, 12 anos depois. Não importa o que as pessoas maldosas falem ou pensem de você, nada disso pode te abalar, e nada disso deve fazer você esquecer que é única e especial. E linda, à sua maneira. Todas somos, afinal. Linda mensagem, não? :)

"You are beautiful no matter what they say, words can't bring you down".

E você, tem alguma música para acrescentar a esta lista? Divide comigo nos comentários! 
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently

segunda-feira, 25 de maio de 2015


Dia 25 de maio é conhecido como o Dia da Toalha. A data comemorativa é, na verdade, uma homenagem dos fãs da série O Guia do Mochileiro das Galáxias ao autor da série, Douglas Adams. Neste dia, os fãs celebram o legado do autor portando uma toalha o dia inteiro. Mas, afinal, qual é a importância de um objeto tão banal como uma toalha? Bom, vou citar Douglas Adams para explicar: 

"A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc." 

Enfim, nada melhor para comemorar o Dia da Toalha do que fazer resenha de um livro do Douglas Adams, yay! Eu ainda não li a série O Mochileiro... apesar de ter muita vontade! Mas o primeiro livro do autor que li, Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently, é muito divertido, e é dele que vou falar por aqui hoje. 

Não foi um livro fácil a princípio, porque eu não sabia exatamente o que me esperava. Acredito para os fãs de Adams a leitura vai ser muito mais fácil, o nonsense não vai causar tanta estranheza a princípio, como causaram para mim, que nunca havia lido nada do autor. Porém, conforme a leitura evoluiu, entrei no clima do livro e acabei gostando muito da história. É um livro muito engraçado, com várias piadas e referências à cultura pop e, ao mesmo tempo, muito inteligente. Me peguei rindo em vários momentos por causa das piadinhas sutis e certeiras de Adams.

Falei sobre o livro em vídeo porque achei mais fácil expressar minhas impressões de leitura desta obra tão peculiar falando do que escrevendo. Vale a pena assistir ;)


E você, já leu alguma coisa do Douglas Adams? Conta para mim o que achou! 
Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Novel Journals: Os incríveis caderninhos literários

sexta-feira, 22 de maio de 2015
Imagine poder escrever nas entrelinhas do seu romance favorito. Com a coleção Novel Journals da Canterbury Classics isso é possível! Olha só que coisa linda para a coleção de um bibliófilo, minha gente! 



Estes cadernos são extremamente bem acabados, as capas são lindas e inspiradas em grandes clássicos da literatura. Tem Jane Eyre, Grandes Esperanças, Drácula, O Retrato de Dorian Grey, e por aí vai. 

Cada capa é mais maravilhosa do que a outra, as cores são lindas e os caderninhos são apaixonantes.. mas o mais legal de tudo é que as linhas são, na verdade, letrinhas minúsculas que compõem o romance do título. Sim, agora você pode, literalmente, escrever nas entrelinhas daquele autor queridinho.






Já tinha visto na loja física da Livraria Cultura mas achei carinho, em torno dos R$70. Agora estão todos em promoção no site, por R$49. Agora já dá para brincar, né? Achei incrível e já estou cobiçando um, o problema é escolher o meu preferido. Qual você achou mais legal?

Veja todos os modelos dos Novel Journals no site da Cultura:




- Emma








Meus favoritos sem dúvida são Emma, Grandes Esperanças e O Retrato de Dorian Gray. Estou cobiçando muito um destes para catalogar os livros que leio e registrar minhas impressões de leitura. 

Qual foi o seu favorito? ♥


Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





É hoje... é hoje... Leia Mulheres!

quarta-feira, 20 de maio de 2015
Passando para lembrar que hoje rola a segunda edição do Clube de Leitura #LeiaMulheres, mediado pelas muito-lindas Luara França, Denise Mercedes e Marina Burdman. Como o próprio nome já entrega, este encontro mensal tem a proposta de incentivar a leitura de livros escritos por mulheres, e promover o debate sobre estas obras.

O livro da vez é o Luzes de Emergência se Acenderão Automaticamente, da Luisa Geisler. Caso você queira ver o que eu achei do livro, já rolou resenha aqui no blog, confere lá.



Este é o segundo encontro do Leia Mulheres na Blooks e eu amei demais a iniciativa de debater mensalmente livros de autoria feminina. O primeiro livro discutido foi Fugitiva da Alice Munro, uma coletânea de contos, e dessa vez foi feita a opção por um romance epistolar. Fiquei super feliz, afinal, já queria ler o livro da Luisa Geisler e esta foi a "desculpa" perfeita para eu comprá-lo e devorá-lo. 

Eu adoro discutir sobre livros, amo clubes de leitura e afins, e estou adorando o incentivo à leitura de escritoras mulheres, para derrubar este mito de que mulher só pode escrever um tipo de literatura: a saber, aqueles romancezinhos bem água com açúcar. Isso é pura falácia, existem livros incríveis, de diferentes gêneros literários, escritos por autoras talentosíssimas. É isso que pretendemos debater nos encontros.


Fica o lembrete: hoje, dia 20 de maio, às 19:30 acontecerá na Livraria Blooks o segundo debate do Leia Mulheres. A Blooks fica na Praia de Botafogo 316. Aparece lá para a gente conversar! 
Fabiola Paschoal
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Roteiro de viagem inspirado em Agatha Christie

terça-feira, 19 de maio de 2015
Uma das coisas que eu mais amava quando era leitora assídua de Agatha Christie era o clima dos seus livros. Eu adorava a maneira como ela conseguia recriar em suas páginas a atmosfera das cidadezinhas inglesas e seu charme do século passado.



Pois bem, saiba que existem roteiros de viagem na Riviera Inglesa e até mesmo passeios temáticos inspirados na Dama do Crime! São hotéis, museus, praças, teatros e outras atrações localizados na cidade de Torquay, balneário em que Agatha nasceu, 125 anos atrás. Há, inclusive, um concorrido busto da escritora, onde diariamente muitos fãs aguardam pela chance de tirar uma foto. 

Eu li quase todos os livros publicados pela Agatha Christie e ela é uma das minhas autoras favoritas. Confesso que estou bem a fim de reler alguns, pois muitos foram lidos há mais de 15 anos e eu já não lembro de quase nada. Se eu animar faço vídeos falando sobre estas releituras lá no canal

A reportagem completa com o roteiro você encontra aqui, e eu digo logo que fiquei com vontade de pegar um avião e ir direto para a Inglaterra... quem sabe nas próximas férias? :)


Fabiola Paschoal
Bibliófila, feminista, redatora, geek. Entusiasta das letras e das artes, adora quebrar estereótipos e dar opinião sobre qualquer assunto.





Luzes de Emergência se Acenderão Automaticamente

segunda-feira, 18 de maio de 2015
E aí que eu finalmente li Luzes de Emergência se Acenderão Automaticamente, da autora Luisa Geisler, que eu já tinha vontade de ler há um tempinho. Calhou de este ser o livro escolhido para o segundo debate Leia Mulheres da Blooks, e foi o empurrãozinho que me faltava. Mas calma, que eu já falo disso com você. Primeiro, vamos às minhas impressões sobre o livro.



Luzes de Emergência... conta a história de Ike, apelido para Henrique, um jovem universitário de Canoas, que tem uma vidinha comum até que seu melhor amigo, Gabriel, sofre um acidente e entra em coma profundo. A partir daí, tudo muda e ele se vê tomado pelo ímpeto de escrever tudo o que acontece na "ausência" de Gabriel, para que o amigo possa ler quando despertar. E é disso que o livro trata: as cartas escritas por Ike sobre o cotidiano e os fatos da vida dão o tom da narrativa.

O livro é epistolar, narrado pelo Ike através de suas detalhadas cartas, com apenas uns poucos capítulos intermediários narrados em terceira pessoa, que servem para dar ao leitor a visão de fatos desconhecidos pelo narrador. É aquele raro tipo de livro que consegue ser despretensioso e, ao mesmo tempo, surpreender. Isso porque, apesar da narrativa coloquial, ele traz analogias muito interessantes, e leva a uma reflexão ao longo das páginas.

Estas reflexões passam longe do pseudointelectual, e estão mais ligadas às duvidas comuns de jovens adultos que ainda não encontraram direito o seu lugar no mundo, como, por exemplo: É preciso ter um motivo específico para ser feliz, ou é possível ser feliz por nada? A sexualidade é algo fechado e imutável, ou dá para um indivíduo se interessar ora por meninos, ora por meninas? É verdade que a gente tira a pessoa da província mas não tira a província da pessoa? E, finalmente, na falta de energia elétrica, como as luzes de emergência se acenderão automaticamente? 

Um fato bem curioso é que o Ike, por si só, não tem nada de especial. É um cara comum, com medos, problemas e dúvidas comuns, por vezes até soa meio obtuso para o leitor. Porém, em certos momentos, tem insights muito interessantes quando começa a refletir sobre a vida e, sobretudo, durante as conversas com seu amigo Dante, personagem que acaba crescendo na história e do qual eu gostei muito. 

É interessante notar que, no início do livro, Ike parece estar escrevendo para ser lido, preocupa-se em "fazer sentido" e não deixar fatos soltos nas cartas. Isso porque ele tinha certeza de que o destinatário dos textos, Gabriel, acordaria do coma e poderia se inteirar sobre o que aconteceu enquanto esteve ausente pela narrativa de Ike. Conforme o tempo passa, a verdade começa a se apoderar de Ike, e ele sente que, muito provavelmente, seu amigo jamais sairá do coma, jamais chegará a pôr os olhos naquelas correspondências. Assim, inconscientemente, passa a escrever mais para si do que para qualquer pessoa, sem a pretensão de ser lido, somente porque colocar os sentimentos no papel faz bem a ele. 

Ah, não se engane. Apesar de ser um livro epistolar, os fatos narrados não giram somente em torno de Ike. Ao longo das cartas, outros personagens vão surgindo, como as famílias de Ike e de Gabriel, Dante, a namorada de Ike, amigos em comum e por aí vai. Isso faz com que o livro não fique chato ou monótono em momento algum. Pelo contrário, é o tipo de livro que se lê em uma sentada só. 

Eu fiz um vídeo falando sobre minhas impressões mais aprofundadas de leitura e ficou muito legal. Vale a pena o play ;)


Se você gostou da premissa e quer ler, ou já leu o livro, fica o convite: dia 20 de maio às 19:30 acontece na Livraria Blooks o segundo debate do Leia Mulheres, clube de leitura mediado pelas lindas Denise Mercedes, Luara França e Marina Burdman. O tema do mês vai ser, obviamente, o livro de Luisa Geisler, e a Blooks fica na Praia de Botafogo 316. Quem nos vemos lá? :)
Fabiola Paschoal
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Como nos tornamos leitores?

quinta-feira, 14 de maio de 2015
A Juliana do canal Caraminholas de JotaPluftz fez um vídeo muito legal sobre os livros que a fizeram se tornar a leitora que é hoje. Achei a ideia super legal, porque nem sempre quem acompanha a gente nas internets sabe como nos tornamos leitores, e é interessante poder mostrar esta faceta. Então resolvi gravar minha própria versão contando como eu me tornei essa pequena traça que sou atualmente, e mostrando os livros que corroboraram para isso.



Eu tenho uma camiseta com a citação do Ziraldo de que ler é mais importante do que estudar. De fato acredito nisso. Ter começado a ler desde cedo me ajudou de tantas maneiras, desde os períodos solitários de quando eu era criança, até a fase depressiva na adolescência, isso para não citar a riqueza de vocabulário que os livros me deram e a mente aberta que os livros ajudaram a construir em mim. A cada página eu aprendo alguma coisa nova, e isso é algo que não tem preço. 

Este vídeo em particular foi muito gostoso de gravar, e bateu aquela nostalgia ao lembrar de livros que foram, e ainda são, tão importantes para mim. Se quiser saber um pouquinho mais sobre os livros que mais influenciaram minha formação como leitora é só dar o play abaixo:


Top 5 de leituras que marcaram a minha infância/adolescência como leitora:

- Quadrinhos da Turma da Mônica
- A Marca de uma Lágrima
- Coleção Vovô Felício
- Harry Potter e a Pedra Filosofal
- Morte na Mesopotâmia e 13 à Mesa da Agatha Christie (não consegui citar um só da Agatha, sorry)

Em tempo, a coleção do Vovô Felício, do Vicente Guimarães, realmente está esgotadíssima, mas dá para encontrar no Mercado Livre por precinhos suaves na faixa dos R$700 (ouch!). Acho que vou vender os meus... só que não! :P  (Mas calma, também tem mais barato na Estante Virtual)



E você, começou a ler cedinho ou só descobriu os prazeres da leitura mais tarde? Conta para mim nos comentários pois vou adorar saber!
Fabiola Paschoal
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